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Afetado durante pandemia, acompanhamento clínico do câncer de mama aumenta chances de cura - NAZA FM 91.1

Afetado durante pandemia, acompanhamento clínico do câncer de mama aumenta chances de cura

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, o atendimento para rastreio do câncer de mama caiu 75% em comparação com o ano passado

Marcado pela cor rosa, o mês de outubro é utilizado para conscientizar sobre o câncer de mama e reforça a importância da realização da mamografia como forma de detectar a doença no início, o que aumenta as chances de cura. No entanto, com a pandemia de Covid-19, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) apontou, após realizar um levantamento, que as consultas e atendimentos de pessoas em tratamento caíram 75% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a mastologista Isabella Figueirêdo, do Hospital Jayme da Fonte, esse atraso no tratamento é bastante prejudicial para a paciente. “A falta de acompanhamento em casos de câncer preocupa, pois a doença pode avançar no organismo do paciente”, alertou Isabella. Para a especialista, além do diagnóstico precoce, o início do tratamento imediato da doença aumenta as chances de cura – em até 95%, conforme a SBM.

Segundo Isabella, o tratamento do câncer de mama também vai variar de acordo com as condições que o paciente apresenta. “O tratamento é multidisciplinar, envolvendo mastologia, oncologia e a radioterapia. Ele pode ser composto por cirurgia e tratamento clínico, mas tudo vai depender de fatores como o estágio da doença, idade do paciente, tipo de câncer, entre outros.”

Como o câncer de mama não dá sinais e nem tem sintomas, a melhor forma de diagnosticá-lo é realizando o acompanhamento contínuo. “O câncer de mama é uma doença silenciosa quando em fase inicial, que é o momento ideal para o diagnóstico. Porém, caso esteja em um estágio mais avançado, ela pode dar alguns sinais, como nódulo palpável, alteração na pele da mama, secreções pelo mamilo transparente ou sanguinolenta, retração do mamilo, entre outras”, descreveu a profissional.

Não tem muito tempo que a psicóloga Rejane Pires, 68, ao realizar exames de rotina, detectou um nódulo. “Era um nódulo muito pequeno, que só foi detectado na mamografia”, contou Rejane. “Apesar de pequeno, a minha médica achou prudente fazer a remoção antes que o nódulo evoluísse para algo mais grave”, complementou.

Desde então, Rejane passou a ser acompanhada pela mastologista e realiza exames periodicamente para rastrear qualquer anormalidade. Porém, durante a pandemia, alguns exames estão atrasados. “Eu tinha exames marcados para março, mas estava cumprindo o isolamento sem sair de casa. Vou retomar com o acompanhamento agora no mês de outubro”, disse a psicóloga.

A faixa etária que deve intensificar os cuidados com o câncer de mama, de acordo a mastologista Beatriz Maranhão, é a partir dos 40 anos. Segundo ela, a incidência é maior a partir dessa idade. “A partir dos 40 anos essa incidência aumenta, atingindo o seu pico dos 50 aos 59 anos. Porém, a depender de questões genéticas ou fatores associados a estilos de vida, a doença pode acometer mulheres mais jovens, apesar de incomum”, explicou Beatriz.

Beatriz lembra também que o autoexame é de extrema importância, principalmente para que a mulher conheça o seu próprio corpo e seja capaz de detectar qualquer anormalidade aparente, mas que não deve substituir exames de imagem, como ultrassonografia e nem a mamografia. “O autoexame é capaz de detectar nódulos acima de 1 cm, o que pode ser perigoso. Quando um nódulo é menor do que isso, dificilmente será sentido pelo toque. Por isso, exames de imagem e a mamografia são essenciais para detectar nódulos pequenos, incluindo os menores de 1 cm”, explicou Maranhão.

Por: Folha de Pernambuco/Marjourie Corrêa

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